
O que trabalhamos em uma sessão de fonoaudiologia? Toda criança que não fala precisa de fono?
Entenda o que é trabalhado em uma sessão de fonoaudiologia na Casa Trilá
Descubra o que é trabalhado em uma sessão de fonoaudiologia, será que toda criança que não fala precisa do tratamento? Leia agora!
- O que é trabalhado na fonoaudiologia?
- O que acontece em uma sessão na prática?
- Toda criança que não fala precisa de fonoaudiologia?
- Quando procurar apoio?
- O que pode influenciar o desenvolvimento da fala
- Comunicação vai além da fala
- Um caminho construído em conjunto
Quando uma criança não fala ou fala pouco, é comum pensar que a solução está apenas na fonoaudiologia. Mas o desenvolvimento da comunicação é mais amplo e envolve diferentes fatores, como interação, compreensão, atenção e experiências do dia a dia.
Comunicar não é só falar. A criança pode se expressar por gestos, olhares, expressões, imagens ou sons. A fala é uma das formas possíveis dentro de um processo maior.
Neste texto, você vai entender o que é trabalhado em uma sessão de fonoaudiologia, quando esse acompanhamento é indicado e por que o desenvolvimento da fala, na maioria dos casos, acontece de forma mais consistente com o apoio de uma equipe integrada.
O que é trabalhado na fonoaudiologia?
A atuação do fonoaudiólogo é ampla e envolve diferentes áreas do desenvolvimento da comunicação e das funções orais.
Na prática, o trabalho inclui:
- Linguagem e comunicação, desenvolvendo compreensão e expressão, seja pela fala, gestos ou outros recursos;
- Fala e articulação, trabalhando a produção correta dos sons ;
- Motricidade oral, envolvendo músculos da face, língua e lábios ;
- Audição, desde avaliação até acompanhamento de alterações auditivas ;
- Deglutição, relacionada à mastigação e ao ato de engolir ; e
- Linguagem escrita, apoiando leitura e escrita no contexto escolar.
O objetivo não é apenas desenvolver a fala, mas garantir que a criança consiga se comunicar de forma funcional e participar das interações com mais autonomia.
O que acontece em uma sessão na prática?
A sessão é organizada com base nas necessidades da criança e nos objetivos definidos para o seu momento de desenvolvimento. As atividades são planejadas de forma intencional e conectadas ao cotidiano. Muitas vezes, envolvem brincadeiras, jogos e situações que estimulam a comunicação de forma natural.
Durante esse processo, são observados pontos como:
- Como a criança tenta se comunicar
- O que ela compreende
- Quais estratégias facilitam a interação
- Como ela responde aos estímulos do ambiente
Essas observações orientam ajustes contínuos, tornando o acompanhamento mais preciso e efetivo.
Toda criança que não fala precisa de fonoaudiologia?
Nem sempre. A ausência de fala precisa ser analisada dentro de um contexto mais amplo. Existem marcos esperados no desenvolvimento da linguagem que ajudam a orientar esse olhar:
- Por volta de 1 ano, surgem as primeiras palavras com intenção
- Aos 2 anos, a criança começa a formar frases simples
- Aos 3 anos, já utiliza frases mais completas
- Entre 4 e 6 anos, a comunicação se torna mais estruturada e compreensível
Quando esses marcos não acontecem como esperado, é importante investigar. Mas não se trata apenas de encaminhar diretamente para a fonoaudiologia sem olhar o todo.
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Quando procurar apoio?
Observar o desenvolvimento da comunicação ao longo do tempo ajuda a identificar quando é o momento de buscar uma avaliação. Alguns sinais de alerta podem aparecer em diferentes fases:
Bebês (0 a 18 meses)
- Não reage a sons altos ou não vira a cabeça ao ser chamado
- Ausência de balbucios ou sons de “conversa”
- Falha no teste da orelhinha
Crianças (18 meses a 3 anos)
- Não utiliza palavras com significado por volta dos 18 meses
- Não combina duas palavras aos 2 anos
- Vocabulário muito restrito
- Não responde ao próprio nome
- Pouco interesse em interagir
Crianças (3 a 5 anos)
- Fala difícil de entender, mesmo para pessoas próximas
- Trocas de sons persistentes
- Dificuldade para formar frases ou contar histórias
- Presença de gagueira
Idade escolar (a partir de 5 anos)
- Dificuldade para aprender a ler e escrever
- Dificuldade de compreensão em sala de aula
- Respiração constante pela boca
- Rouquidão frequente
Em qualquer idade
- Dificuldade para mastigar ou engolir
- Recusa alimentar por textura
- Uso prolongado de chupeta ou mamadeira
- Alterações na voz
O que pode influenciar o desenvolvimento da fala
Diversos fatores podem impactar a comunicação:
- Perda auditiva, que pode passar despercebida
- Pouca interação no ambiente
- Exposição excessiva a telas
- Dificuldades específicas de linguagem ou planejamento motor da fala
- Diferenças no desenvolvimento global
Por isso, o olhar precisa ser ampliado. A fala é resultado de várias habilidades que se desenvolvem em conjunto.
Comunicação vai além da fala
Mesmo quando a fala ainda não está presente, a comunicação pode e deve acontecer. A Comunicação Alternativa e Aumentativa, conhecida como CAA, utiliza recursos como imagens, gestos ou tecnologia para ajudar a criança a se expressar. Isso não impede o desenvolvimento da fala. Pelo contrário, pode favorecer o processo, reduzindo frustração e ampliando as oportunidades de interação. O mais importante é garantir que a criança tenha meios de se comunicar e participar ativamente do seu dia a dia.
Um caminho construído em conjunto
Na Casa Trilá, a fonoaudiologia faz parte de um trabalho integrado, conectado com a rotina da criança e com os outros profissionais envolvidos no acompanhamento. O objetivo é construir caminhos possíveis para que a criança se comunique, participe e desenvolva sua autonomia ao longo do tempo.
Cada criança é um aprendiz. E cada forma de comunicação é um passo importante na construção de mais conexão, participação e segurança. Assine nossa newsletter abaixo a receba nossos conteúdos em primeira mão.

